Sábado, 18 de Novembro de 2017
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HISTÓRIA

Os bandeirantes paulistas entraram pelo interior do Brasil em busca de índios para escravização. Por volta de 1693, chegaram à região de Ouro Preto e descobriram, no córrego Tripuí, cascalhos pretos que em seu interior ocultavam finíssima qualidade de ouro. O ponto de referência do local foi o pico do Itacolomi, ninguém conseguiu reencontrá-lo durante anos. Foi somente em 1698 que o bandeirante Antônio Dias de Oliveira avistou novamente a montanha: estava lançado o Ciclo do Ouro.

A Vila Rica de Albuquerque foi fundada em 8 de julho de 1711, mas logo simplificada a Vila Rica e depois rebatizada "Imperial Cidade de Ouro Preto", em 1823.

No começo do século 18 a cidade estava no auge. No período destacavam-se o arquiteto e escultor Aleijadinho, o pintor Manoel da Costa Athayde e os poetas Alvarenga Peixoto, Thomás Antônio Gonzaga e Cláudio Manoel. Entre 1720 e 1750 a produção de ouro esteve no apogeu. Já no final daquele século, surgiu o movimento pela libertação do Brasil, destacando-se Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.

O município de Ouro Preto é considerado Monumento Nacional (em 1933) e patrimônio histórico da humanidade, (concedido pela Unesco em 1980) por ser o maior conjunto homogêneo barroco do mundo.

CAPELAS

CAPELA DO PADRE FARIA OU DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DOS PARDOS DO PADRE FARIA

Segundo a tradição, a capela de Nossa Senhora do Parto, num arraial vizinho de nome Bonsucesso, ficou interditada porque o padre Faria foi assassinado na hora da missa. Os moradores, então, trouxeram a imagem da Santa para a nova capela que edificaram no bairro do Padre Faria, na então Vila Rica. Por volta de 1740, a Irmandade dos Brancos do Rosário a reedificou e enriqueceu, mudando a invocação para a sua padroeira. O sino, no campanário ao lado, datado de 1790 é ornado com a figura da Santa.
Abre Seg. a Sex. das 9h30 às 16h30
Tel.: (31) 3551-5047

CAPELA DE BOM JESUS DAS FLORES

Concluída em 1748. Erguida a pedido da população, tem pinturas no forro.
Estrada para Passagem de Mariana - 25 km.

CAPELA DE NOSSA SENHORA DAS DORES DO MONTE CALVÁRIO

Construída por portugueses da Irmandade Dolorosa de Braga em acordo com a do Santíssimo Sacramento de Antônio Dias. Não se sabe exatamente quando foi construída, supõe-se ter sido por volta de 1788.
Rua Doutor Tenente Pereira, s/n° - Antônio Dias Tel.: (31) 3551-3282
Horário de funcionamento: Agendar horário

CAPELA DE NOSSA SENHORA DA PIEDADE

Datada de 1720. É uma das mais antigas capelas da região. Ao redor estão as ruínas queimadas do arraial de Pascoal da Silva, que liderou com Felipe dos Santos e outros, uma revolta contra a cobrança do Quinto, em 1720.

CAPELA DE NOSSA SENHORA DO BONFIM

Construída em 1776, a Capela tem a Ceia dos Apóstolos em tamanho natural, bastante antiga, que é exibida na semana santa. Na igreja os condenados à forca assistiam à última missa, como aconteceu com Felipe dos Santos.
Rua Antônio de Albuquerque, 42 - Pilar.
Horário de funcionamento: Necessário agendamento.

CAPELA DE SANT'ANA

Anterior a 1720, data dos primeiros tempos da descoberta do ouro e recebeu, em épocas posteriores, acréscimos e melhoramentos.
Localização: Morro Santana, s/n°. Tel.: (31) 3551-5047
Horário de funcionamento.: Necessário agendamento.

CAPELA DE SÃO JOÃO

É o templo mais antigo de Ouro Preto. Calcula-se que foi construída em 1698 por participantes da bandeira de Antônio Dias. Construção em canga.
Localização: Morro de São João, s/nº. Tel.: (31) 3551-5047
Horário de funcionamento: Necessário agendamento.

IGREJA

IGREJA DE NOSSA SENHORA DAS MERCÊS DE MISERICÓRDIA

Iniciada em 1771. O medalhão em pedra sabão da fachada, atribuído a Aleijadinho, representa a Virgem abrindo o manto para abrigar os cristãos cativos do mouros.
Rua Padre Rolim, s/n° - Centro Telefone: (31) 3551-4735
Horário de funcionamento: Necessário agendamento.

IGREJA DE NOSSA SENHORA DAS MERCÊS E PERDÕES

Concluída em 1722 e reconstituída em meados do século XIX, são atribuídos a Aleijadinho as cabeças das imagens de São Pedro Nolasco e de São Raimundo Nonato, assim como o projeto da antiga capela-mor. Segundo a tradição, os altares laterais vieram de uma igreja incendiada no Rio das Pedras.
Rua das Mercês, s/nº - Centro Tel.: (31) 3551-3282
Abre de ter. a dom. das 08h30 às 12h e de 13h30 às 17h

IGREJA DE NOSSA SENHORA DO PILAR

Erguida em estilo barroco, é umas das mais requintadas de Minas. Ricamente entalhada, é recoberta por 434 quilos de ouro e enfeitada por 472 anjos. Inaugurada em 1733, a Matriz tem anexo, o Museu da Prata, com móveis de D. João V, paramentos antigos, prataria e objetos de arte sacra com destaque para um oratório de Aleijadinho.
Praça. Monsenhor Castilho Barbosa, s/n
Tel (31) 3551 4736
Funcionamento: ter a dom das 9h às 10h45 e 12h às 16h45.

IGREJA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO

Substituiu a antiga capela de 1709. Fachada curva, com balaustre nas janelas e interior simples, comparado com a imponência externa. Os santos negros nos altares - São Benedito e Santo Antônio da Núbia - segundo a tradição, foram esculpidos por Padre Félix, irmão de Aleijadinho. O próprio Aleijadinho esculpiu a imagem de Santa Helena. Ao redor da igreja vale a pena observar os sobrados do Largo do Rosário.
Funcionamento: ter a dom das 12h às 16h45.

IGREJA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DOS PRETOS (1733-1749)

Construída, segundo a tradição, por Chico-Rei e seus súditos, com o ouro tirado da mina da Encardideira. A igreja, de entalhe caprichoso, tem a mão de Aleijadinho e conserva uma pia onde as escravas lavavam os cabelos impregnados de pó de ouro para obter sua alforria. Vista panorâmica da cidade.
Largo Santa Efigênia
Abre de ter. a dom. das 9h às 11h e 12:30h às 16:45h

IGREJA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS

Iniciada em 1766. Considerada juntamente com o conjunto arquitetônìco de Congonhas do Campo, a obra prima de Aleijadinho, é uma das mais importantes criações da arquitetura religiosa brasileira. A igreja tem o túmulo de Marília de Dirceu e anexo um museu.
Largo do Coimbra, s/nº, Centro
Tel.: (31) 3551-3282
Abre de ter. a dom. 8h30 às 12h e de 13h30 às 17h

IGREJA DE SÃO FRANCISCO DE PAULA

É a igreja mais recente de Ouro Preto, com bela vista panorâmica da cidade. Foi a última em estilo colonial erguida em Ouro Preto. A construção se deu de 1804 a 1878. No altar-mor está uma estatueta de São Francisco de Paula, atribuída a Aleijadinho.
Largo do Coimbra, s/nº - Centro Tel.: (31) 3551-3282
Funcionamento: ter. a dom. das 9h às 13h.

IGREJA DE SÃO JOSÉ

Erguida entre 1730 e 1811, substituiu a antiga capela de 1730 e em 1885 recebeu reparos, douramentos e pintura na capela-mor. O risco do altar é atribuído a Aleijadinho. Em 1889, às vésperas da República, D. Pedro II a nomeou Capela Imperial.
Rua Teixeira do Amaral, s/n°, Centro. Tel.: (31) 3551-4736
Horário de funcionamento: ter. a dom das 9h às 13h

IGREJA DO SENHOR BOM JESUS DE MATOSINHOS OU SÃO MIGUEL E ALMAS

Acredita-se ter sido concluída em 1778 ou 1792. A fachada, a imagem de São Miguel Arcanjo, risco e esculturas são atribuídas a Aleijadinho e as pinturas a Ataíde.
Rua Alvarenga, s/nº - Cabeças Tel.: (31) 3551-4736
Fechada, sem data iniciar a restauração

IGREJA NOSSA SENHORA DO CARMO

A igreja foi erguida entre 1766 e 1722. Dotada de um admirável conjunto de obras de grandes artistas da época, o projeto é de Manoel Francisco Lisboa, posteriormente modificado por seu filho, Aleijadinho. Na época foi freqüentada pela aristocracia local. Diversos artistas famosos participaram de sua decoração. Anexo à Casa do Noviciado encontra-se um museu de arte sacra com o acervo das capelas e da Matriz de Nossa Senhora do Pilar.
Rua Brigadeiro Musquera, s/nº - Centro Tel.: (31) 3551-2601
Abre de ter. a dom. 09h às 11h e de 13h às 16h45

MATRIZ DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DE ANTONIO DIAS

Foi construída entre 1727 e 1746 pelo bandeirante Antônio Dias, fundador de Ouro Preto. Substitutiu a antiga capela de 1699, também levantada por ele. Aleijadinho trabalhou em sua construção onde deixou várias obras. O artista está sepultado no local.
Abre de ter. a sáb. das 8h30 às 17h e dom. das 12h às 17h
Praça Antônio Dias

MINAS

MINA DA PASSAGEM

Essa jazida do Arraial de Passagem era explorada desde o século XVIII. Foi a primeira empresa mineradora brasileira com intenção de lavra subterrânea. Suas galerias e túneis são extensos e há lagos de águas cristalinas.

MINA DE CHICO-REI OU DA ENCARDIDEIRA

Segundo a tradição, a mina era do português Henrique Lopes e passou a pertencer a Chico-Rei e seus súditos (africanos aprisionados e vendidos como escravos na América). Tem várias galerias, uma das quais levaria ao Palácio Velho, morada de Chico-Rei e outra à igreja de Nossa Senhora do Rosário. Considerada a maior mina de Ouro Preto.
R. Dom Silvério, 108
Tel (31) 3551 1749
Abre de ter a dom das 8h às 17h

MUSEUS

ANTIGO PAÇO MUNICIPAL E CADEIA DE OURO PRETO, DEPOIS PENITENCIÁRIA E HOJE MUSEU DA INCONFIDÊNCIA

Iniciado em 1785, foi a antiga Casa de Câmara e Cadeia, construída pelo governador Luís da Cunha Menezes. Demorou 70 anos para ser concluída. Para levantar a obra, foram usados sentenciados e escravos recapturados dos quilombos. Além disso, foram convocados todos os pedreiros, carpinteiros e artistas que se encontravam na capitania. Reúne documentos e objetos que evocam a Inconfidência Mineira.

É este, sem dúvida, o mais interessante edifício de ordem administrativa, construído no período colonial, não só pelas suas linhas arquitetônicas, como pela execução e pelo material empregado. É, como diz Diogo Vasconcelos, “de fato uma obra monumental, que exprime já um grande progresso arquitetônico”, pois supera o Palácio dos Governadores de Ouro Preto, o Paço do Rio de Janeiro e outros edifícios antigos ainda existentes. Lembra em linhas gerais o Capitólio de Roma, apresentado platibanda de balaústres nas quatro faces do edifício e ostentando em cada ângulo uma estátua, que representam a Justiça, a Lei, a Temperança e a Força; na frente a torre tradicional com o relógio e o sino. As grades dos balcões são em estilo Luís XVI e, no que é original, tem, no eixo, coluna em lugar em vão, pois as parte central é formada por três colunas jônicas e aberta por suas portas com as correspondentes pilastras coríntias e janela, no andar superior, rematada por tímpano. O embasamento em talude é formado de grandes pedras de aparelho regular em silharia. Os cunhais, a cornija, as guarnições das janelas, os balaústres, colunas, pilastras e mais elementos são também em pedra. Nas duas frentes, em uma escadaria monumental de dois lances se apóia um chafariz de duas bicas. Um pátio areja e ilumina o seu interior. No andar nobre ficavam a Câmara e outros serviços municipais, no inferior, as masmorras, tudo segundo os usos antigos.

Sua construção teve início por volta de 1785 e foi terminada em 1869. Até recentemente havia dúvidas quanto ao autor do seu traçado; porém, em 1937, o Sr. Augusto de Lima Júnior encontrou no Arquivo Histórico Colonial de Portugal, antiga secção de Marinha de Ultramar da Biblioteca Nacional de Lisboa, a sua planta assinada por C. Manuel Ribeiro Guimarães. Os seus dizeres são os seguintes, que transcrevemos do Guia de Ouro Preto: “Planta da nova cadeia de Vila Rica, principiada no ano 84 pelo Ilmo. Exmo Senhor Luís da Cunha Meneses Gor. e Cap. General da mesma e desenhada por C. Manuel Ribeiro Guimarães”.

O Dr. João Pinheiro, quando Presidente do Estado, transformou-o em Penitenciaria, estabelecendo oficinas, dormitórios, armazéns, cozinha, etc., etc.
Atualmente funciona nele o Museu da Inconfidência.
Abre de ter. a dom. das 12h às 17h30
Praça Tiradentes, 139. Tel.: (31) 3551 1121

MUSEU DAS REDUÇÕES

Localizado no distrito de Amarantina, o museu expõe reconstituições de importantes monumentos arquitetônicos do país em escala reduzida. Impressiona pela precisão dos detalhes ornamentais e elaborada técnica desenvolvida pelos moradores locais.
Rua São Gonçalo, 131 - Amarantina Tel.:(31) 3553-5182
Abre de seg. a dom. das 9h às 17h30

MUSEU CASA GUIGNARD

Antiga casa do pintor, com telas, objetos pessoais e exposições, o artista influenciou muitas gerações de pintores mineiros.

Abre de ter a sex das 12h às 18h e sáb e dom das 10h às 15h
R. Conde de Bobadela, 110 Tel.: (31) 3551-5155

OURO PRETO - OUTROS PONTOS TURÍSTICOS

ANTIGO PALÁCIO DOS GOVERNADORES (ESCOLA DE MINAS 1741-1760)

Chamado outrora Palácio “Novo”, pois, primitivamente, os Governadores moravam em Mariana e, quando iam a Ouro Preto, ocupavam uma casa que existiu no bairro de Antônio Dias; é hoje a escola de Minas. Foi construída por ordem de Gomes Freire de Andrade sob traçado do engenheiro sargento mor José Fernandes Pinto de Alpoim. A sua construção foi arrematada em hasta pública por Manuel Francisco Lisboa, pai de Antonio Francisco Lisboa, o “Aleijadinho”. Sólida construção assobradada com cunhais e vãos em cantaria do Itacolomi, num terreno em declive e dominante, formando na frente terraço e rampa de acesso reforçados por sólidos paredões em latude, e tendo, nos quatro ângulos, baluartes com guarita, cordão e parapeito; mais duas guaritas guarnecem o terraço. Serviu também de residência aos Presidentes da Província e do Estado até 1908, quando o governo se passou para a nova capital: Belo Horizonte. Tinha internamente calabouços, saguão e outros complementos militares.

O primeiro desenho mostra seu primeiro aspecto, tendo apenas o quadrilátero central cercado pelas muralhas e baluartes. No segundo, vemos o seu estado atual, com os corpos e a capela construídos sobre os terraços dos baluartes, conservando-se as guaritas, o que foi feito ainda em tempos da Colônia.

Em 1876, sob o Governo de D. Pedro II, passou a Escola de Minas. Sucessivas reformas tiraram do edifício qualquer vestígio de seu aspecto original. Atualmente abriga o Museu de Mineralogia, com mais de 20 mil amostras de pedras de todas as partes do mundo.
Nome do Livro: Documentário Arquitetônico.
Autor: José Wasth Rodrigues.

Tel.: (31) 3559 3118
Funcionamento: ter. a dom. das 12h às 17h.

MONUMENTO A TIRADENTES (1894)

Substitui o pelourinho da Praça, onde ficou exposta a cabeça de Tiradentes depois de enforcado em 1792 no Largo da Lampadosa, Rio de Janeiro.

CASA DOS CONTOS

Foi residência e escritório de um cobrador de impostos da Capitania, casa de fundição e prisão temporária para inconfidentes como Álvares Maciel, Vieira e Silva, Padre Rolim e Cláudio Manoel da Costa, que ali foi encontrado enforcado. É considerado um dos mais bonitos prédios coloniais brasileiros. Abriga museus, exposições e um centro de estudos do ouro. Tem a ponte dos contos à frente, e o chafariz dos contos, ao lado.
Abre Seg. das 14h às 18h, ter. a sáb. das 10h às 18h e dom. e feriados das 10h às 16h
R. São José, 12
Tel (31) 3551-1444

CASA DOS INCONFIDENTES

Segundo a tradição, nela se reuniam os inconfidentes.
Morro do Cruzeiro, em frente à Estação Ferroviária, 3 km.

TEATRO MUNICIPAL

Considerado o mais antigo em atividade na América Latina. Foi concluído em 1769. Sofreu alterações em meados do século XIX.
Rua Brigadeiro Mosqueira, s/n Tel.: (31) 3559-3224.