Sábado, 18 de Novembro de 2017
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São poucas as cidades no planeta que podem se vangloriar do título de sede da Copa do Mundo de Futebol, em suas múltiplas edições. Essa bênção oriunda dos Deuses do Olimpo cai com a força de um raio sob as megalópoles, de quatro em quatro anos. Ninguém saberia, por exemplo, que a cidade de Gotemburgo, de nítida característica industrial, na invejável Suécia social-democrata, acolheu a Seleção Canarinha, campeã do mundo, em 1958.

Nos campos gélidos daquele gramado, Pelé despontou para o estrelato e Garrincha, nos arredores, espalhou sua genética, sob a postura sonolenta do gorducho técnico Vicente Feola. O palco escandinavo entrou para a história a partir do evento esportivo. Muitos são capazes, por isso, de achar que aquela cidade é a capital da Suécia, em vez da bela e portuária Estocolmo dos tijolinhos.

O fato de ali se concentrar a montadora de veículos Volvo, a título de ilustração, foi de somenos importância para os comuns mortais, diante da conquista da cobiçada Taça Jules Rimet, retratada em branco e preto.

A noviça Belo Horizonte, com pouco mais de um século de existência, subirá no panteão das cidades sedes em junho próximo, por determinação da Fifa.

O feito merece foguetório, tão ao gosto dos mineiros. Não faltarão cachorros vira-latas e bêbados nos arredores do Mineirão. Muito menos gritos de “Galo” ou “Zêro” nas suas imediações, embora a presença se faça de equipes de variadas nacionalidades. A capital de Minas Gerais, cujos habitantes, no passado, coincidentemente, foram tratados por geraldinos, se insere, por mais uma vez, no restrito time das cidades anfitriãs dos jogos da Copa do Mundo.

Nem tanto pelo seu porte histórico, arquitetônico ou cultural, cremos todos, mas muito mais pelo seu capital humano, de valor imensurável.

Aqui, senhores visitantes, vive gente do bem, em sua maioria. Mais do que a expectativa de vitória, reside entre estas montanhas de minério de ferro a esperança de tempos melhores. Esse patrimônio não tem preço, muito menos se mensura no placar. Portanto, que se estique o tapete vermelho. Bem-vindos cidadãos torcedores!

Giselle Ferrara
Diretora Executiva